sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Viva a transparência.






Reza uma antiga lenda indígena que as coisas duram até o momento da morte da última pessoa que carrega na memória sua lembrança, ou seja, tudo que conhecemos permanece interagindo no mundo enquanto lembramos de sua existência.


Afirmativa complexa, porém carregada de realidade. Concordo em gênero número e grau com a tribo dos Navajos. Partindo desse ponto de vista, podemos afirmar que a corrupção no Brasil está longe de acabar, eis que lembraremos dela, no mínimo, por mais 50 anos. Não é mesmo?


Afinal, quem vai esquecer dos múltiplos exemplos diários de corrupção que vivemos no decorrer da última década? Vai do mensalão ao mensalinho. De pequenos desvios éticos em função de cargos públicos a venda de sentenças por desembargadores para beneficiar jogos de azar, bingos e caça-níqueis.


Mas nem tudo está perdido. Não param de surgir, no país inteiro, ONGS para combater a corrupção, como por exemplo a Transparência Brasil, que desenvolve um leque de mecanismos destinados à prevenção da corrupção, ou seja, essa ONG ensina maneiras da sociedade em geral fiscalizar de forma sistemática a atuação do Estado, para que sejam cumpridas as regras constitucionais.


O sucesso da ONG advém da Amarribo - Associação dos Amigos de Ribeirão Bonito - cidade com aproximadamente 11.000 habitantes, que em seis anos teve dois prefeitos cassados por irregularidades na administração pública.


Interessante como uma lenda de uma tribo de índios americanos, que são em sua grande maioria pastores e caçadores, pode ajudar a passar uma mesagem empírica simples a todos os cidadãos, viva a transparência.



Um comentário:

crwa disse...

Prezado:

Agradeço a menção, mas observo que não corresponde à realidade que "o sucesso da ONG advém da Amarribo".

Atenciosamente,

Claudio Weber Abramo
Diretor executivo
Transparência Brasil