segunda-feira, 2 de maio de 2011

Projeto aumenta percentual de moradias do Minha Casa, Minha Vida para idosos




A Câmara analisa o Projeto de Lei nº 185/11, do Deputado Weliton Prado (PT-MG), que destina aos idosos 5% das moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal. A proposta altera o Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/03), que atualmente reserva 3% das unidades residenciais dos programas habitacionais públicos ou subsidiados com recursos estatais aos idosos. O texto é idêntico ao PL nº 6.743/10, do ex-Deputado Silas Brasileiro, que foi arquivado ao final da legislatura passada.

Prado ressalta que a população com mais de 65 anos costuma ser preterida em financiamentos habitacionais tradicionais. Dessa forma, na opinião do parlamentar, o Estado deve assegurar condições especiais para a aquisição da casa própria pelos idosos. "Se o governo pretende realmente demonstrar que está preocupado com a solução dos problemas habitacionais das pessoas com idade mais avançada, nada mais justo do que elevar o percentual de moradias destinadas a esse público".

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas Comissões de Desenvolvimento Urbano; de Seguridade Social e Família; e de Constituição, Justiça e Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

Câmara pode votar o Código Florestal na quarta-feira




O Projeto de Lei do novo Código Florestal (PL nº 1.876/99) deverá ser o destaque do Plenário na sessão extraordinária de quarta-feira (04.05), mas para pautá-lo o Presidente da Câmara, Marco Maia, ouvirá o Colégio de Líderes na terça-feira (03.05).

O relator da matéria, Deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), está reformulando o seu substitutivo para contemplar mudanças acertadas com ruralistas, ambientalistas e o governo na câmara de negociações criada para discutir o texto aprovado em comissão especial.

Pontos polêmicos do projeto deverão ser decididos no voto, como a redução das Áreas de Preservação Permanente (APPs) em torno de rios e a ampliação da anistia a quem cometeu crimes ambientais até julho de 2008.

Parlasul
Em sessão extraordinária do Congresso Nacional, marcada para a noite de terça-feira, deverá ser votado o projeto de resolução do Congresso que regulamenta a composição da nova representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul). A partir de 2011, haverá 37 integrantes (27 deputados e 10 senadores). Até dezembro do ano passado, eram 18 parlamentares.

O Parlasul reúne parlamentares de todos os países do Mercosul e somente pode funcionar com a indicação de representantes por todos os signatários. O Brasil ainda não indicou os seus.

Cadastro positivo
Na pauta das sessões ordinárias, o destaque é a Medida Provisória nº 518/10, que cria um cadastro positivo para a inclusão de dados sobre os pagamentos em dia de pessoas físicas e jurídicas.

O objetivo do governo é o de que as empresas de bancos de dados tenham acesso a essas informações para fazerem uma análise mais qualificada de risco financeiro. Em tese, isso ajudará a diminuir o custo da concessão de crédito (spread bancário) aos cadastrados.

Entretanto, a primeira MP que tranca os trabalhos é a nº 515/10, que concede crédito extraordinário de R$ 26,6 bilhões a órgãos do Executivo e a estatais, com destaque para a Petrobras.

A petrolífera brasileira recebe R$ 12,5 bilhões, mas o dinheiro vem de cancelamentos da própria empresa (R$ 7,1 bilhões) e de recursos próprios (R$ 5,38 bilhões). Os projetos que receberão mais receitas são os ligados à extração de petróleo na bacia de Campos (RJ) e à modernização de refinarias.

Salário-mínimo
O tema do reajuste do salário-mínimo volta ao plenário por meio da MP nº 516/10, que fixa o valor em R$ 540,00. Na prática, ela teve efeitos apenas em janeiro e fevereiro deste ano, pois de março em diante a Lei nº 12.382/11 reajustou o mínimo para R$ 545,00.

Fonte: Agência Câmara

Exigência de certidão de antecedentes criminais faz empresa pagar indenização




Uma atendente de call center obteve na Justiça do Trabalho uma indenização por danos morais de R$ 5 mil, com juros e correção monetária, porque lhe foi exigida a apresentação de certidão de antecedentes criminais para ser efetivada a sua contratação. Ao examinar o caso, a Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve a decisão, ao não conhecer do recurso de revista das empresas condenadas - Mobitel S.A. e Vivo S.A.

Segundo o Ministro Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira, relator do recurso contra decisão proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho do Paraná, a relação de emprego destinada ao teleatendimento de clientes escapa de possíveis casos em que a exigência de certidão de antecedentes criminais se justifique, dentro de padrões de razoabilidade. Nessa situação, a prática patronal resultou em dano moral à trabalhadora e a ilicitude do comportamento, explica o ministro, “dispensa prova de dano, que é presumido, estabelecendo-se pronto nexo de causalidade”.

O relator esclarece ainda que, ao exigir essa certidão, “sem que tal providência guarde pertinência com as condições objetivamente exigíveis para o trabalho oferecido, o empregador põe em dúvida a honestidade do candidato ao trabalho, vilipendiando a sua dignidade e desafiando seu direito ao resguardo da intimidade, vida privada e honra, valores constitucionais”.

Processo
A trabalhadora foi admitida pela Mobitel S.A. em 08.05.06, na função de atendente de call center (representante II), para prestar serviços exclusivamente à Vivo S.A., em Londrina, no Paraná. Em 18.05.07, pediu dispensa do emprego. Na reclamação trabalhista que ajuizou em fevereiro de 2008, ela alegou condições estressantes a que estava submetida no exercício das suas atividades, com quadro depressivo oriundo da forma de trabalho imposto pela Mobitel.

Por essa razão, pleiteou não apenas indenização por danos morais, mas também a nulidade do pedido de demissão, para que a causa do afastamento fosse revertida para dispensa sem justa causa do contrato de trabalho, condenando as reclamadas ao pagamento das verbas rescisórias. Entre as causas para pedir indenização por danos morais, estava a exigência de certidão de antecedentes criminais.

A 3ª Vara do Trabalho de Londrina rejeitou o apelo da trabalhadora quanto aos danos morais e à reversão do pedido de demissão em dispensa sem justa causa. Porém, por meio do recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), a autora insistiu na sua pretensão e obteve decisão favorável à indenização por danos morais devido à exigência da certidão de antecedentes, fixada em R$ 5 mil.

Ao analisar o recurso das empresas ao TST, o Ministro Bresciani entendeu que a condenação estabelecida pelo TRT observou o princípio da restauração justa e proporcional, nos exatos limites da existência e da extensão do dano sofrido pela trabalhadora, sem, contudo, abandonar a perspectiva econômica de ambas as partes. Nesse sentido, considerou o valor razoável para a situação, não vislumbrando ofensa aos preceitos legais e constitucionais indicados pelas empresas. A Terceira Turma, então, decidiu não conhecer do recurso de revista.

Histórico
Apesar da decisão, a exigência de certidão de antecedentes criminais já foi considerada possível pelos ministros do TST, no caso de determinados empregadores - dependendo da atividade a ser exercida pelo trabalhador. Em processo julgado pela Quinta Turma, em outubro de 2010, uma empresa de telefonia teve reconhecido o direito de exigir a apresentação da certidão ao contratar funcionário que teria acesso a residências de clientes para instalação de linhas telefônicas. Leia mais .

Processo: RR nº 88.400/17.2009.5.09.0513

Fonte: TST

Reforma política: comissão fecha texto, mas senadores ainda apresentarão projetos independentes




Os senadores da Comissão da Reforma Política aprovaram na quinta-feira (28.04) os textos das propostas relativas a nove temas discutidos pela comissão. Faltam apenas três temas, que devem ser concluídos na próxima semana. Os textos foram feitos com base no que nas decisões da maioria dos senadores durante a discussão de cada um dos temas. Agora, serão enviados ao Presidente do Senado, José Sarney, antes de seguirem para a análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Durante a votação, Senadores como Roberto Requião (PMDB-PR) e Demóstenes Torres (DEM-GO) deixaram claro que apresentarão, independentemente do que foi decidido na comissão, outros projetos sobre os temas votados. O mesmo já foi sinalizado pelo Senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). Para Demóstenes, os senadores não só podem, como devem se opor.

- Eu, por exemplo, sou contra quase tudo. Fui voto vencido em muita coisa, então vou defender meus pontos de vista. Agora, o que a comissão aprovou por maioria é o que saiu daqui - explicou.

Apesar de concordar que há pontos polêmicos, como o sistema eleitoral e a reeleição, o Presidente da comissão, Francisco Dornelles (PP-RJ) acredita que alguns temas, como a suplência de senador, a fidelidade partidária e as datas para a posse, não sofrerão mudanças.

- Grande parte dos pontos que foram aprovados pela comissão, eu diria que 90%, vai prevalecer - previu o senador.

Outro ponto que provavelmente será pacífico, segundo Dornelles, é a realização de um referendo para ouvir a população sobre o sistema eleitoral.

Pontos aprovados
Os textos relativos a nove temas foram aprovados pelos senadores. Dois deles, sobre a cláusula de desempenho e a fidelidade partidária, serão apresentados como projetos de lei do Senado. Os outros sete - suplência de senador, data para posse e mandado, reeleição, coligações, mudança de domicílio dos prefeitos, candidatura avulsa e o referendo - serão apresentados na forma de proposta de emenda à Constituição.

Segundo Francisco Dornelles, os textos sobre o financiamento público das campanhas, o sistema político e as cotas para mulheres não foram votados nesta quinta-feira porque ainda não estavam prontos. A votação deve ser realizada na próxima quarta-feira, 4 de maio. Os trabalhos da comissão, de acordo com o presidente, devem ser encerrados antes do dia 20 de maio, prazo estipulado em ato do presidente do Senado.


Para ver a íntegra do que foi discutido na comissão, Acesse (http://www.senado.gov.br/atividade/comissoes/sessao/default.asp?dat=28%2F04%2F2011&btnData=Pesquisar).

Fonte: Agência Senado

Diga você!



O espaço, a fronteira final! Estas são as viagens da nave estelar Enterprise em sua missão de cinco anos para exploração de novos mundos, para pesquisar novas vidas, novas civilizações, audaciosamente, indo, onde nenhum homem jamais esteve. Alguém lembra dessas palavras? Assim era anunciado um dos seriados de televisão mais famosos do mundo, Jornada nas Estrelas. O capitão T. Kirk e os tripulantes de sua nave giravam o universo em eletrizantes aventuras, nos mais longínquos pagos. Muitas eram as civilizações extraterrestres que cercavam cada uma das missões da USS - Enterprise. Pena que tudo não passava de uma ficção criada pelo falecido Gene Roddenberry, que, inclusive, esta descansando no espaço.
Mas será que estamos mesmo sozinhos? Nossos governos dizem que sim. Apenas para se ter uma idéia, a Terra representa para o Universo o que um grão de areia representa para todo o planeta. Pequeno, não?

Talvez agora, estejamos ainda mais longe de responder a questão, eis que nessa semana o conjunto de 42 radiotelescópios usados para detectar possíveis sinais de extraterrestres foi desativado nos EUA, após cortes na verba do instituto Seti (Search for Extraterrestrial Intelligence ou "procura por inteligência extraterrestre", em tradução livre). Muitos já são os esforços juntos à Força Aérea (norte-americana) para retomar as atividades do sistema. Agora, os radiotelescópios irão receber apenas serviços de básicos de manutenção, nada mais. Para ajudar na captação de recursos, o site do Seti também pede por doações. Será que vale a pena? Diga você!

A quem interessar possa!





Muito graciosa e cheia de mistérios a relação que permeia o colunista/articulista e seus leitores. Não são raras as vezes que nós somos questionados, criticados, injuriados, elogiados e outros mais por alguém na rua que nem mesmo sabemos quem seja. Dia desses, conversando com um leitor, ele me lascou:
- Rodrigo, vem ca! Tchê! Tu defendeu aquele louco do Jair Bolsonaro? Tu aprova o racismo! Que barbaridade!

Outro leitor, que protejo a identidade, me disse: Cara, tu pega muito pesado contra o PT! Isso ta errado! Te vejo como uma liderança de esquerda! Ontem, outro leitor (que também protejo a identidade) me falou: Inspiradora a lição da sua coluna passada.

Como diz o adágio popular: Cada cabeça uma sentença. Tenho certeza que todos aqueles que escolhem a escrita como meio de expressar seus pensamentos, por si só, já sabem a responsabilidade que acompanha cada letra. Algumas poucas palavras podem se transformar em confetes ou em um tiro de canhão. Um tapão na cara dói. Uma crítica escrita no rim dói mais. Imagina quando sai no Expresso.

Já disse o pensador: O meu escudo é o papel, a minha arma é a caneta e a minha missão é defender a mim e ao meu povo através da crítica moral e social.
Faço minhas essas palavras. Embora, muitas vezes, não seja bem interpretado. Para deixar claro: Não sou racista, não defendi Bolsonaro e tão pouco sou uma liderança de esquerda.
A quem interessar possa!

Pra você...




Eu quero ser pra você; A alegria de uma chegada; Clarão trazendo o dia iluminando a sacada.

Eu quero ser pra você; A confiança o que te faz; Te faz sonhar todo dia; Sabendo que pode mais; (e mais e mais e mais...).

Eu quero ser ao teu lado; Encontro inesperado; O arrepio de um beijo bom;

Eu Quero ser tua paz a melodia capaz; De fazer você dançar.

Eu quero ser pra você; A lua iluminando o sol; Quero acordar todo dia; Pra te fazer todo o meu amor.

Eu quero ser pra você; Braços abertos a te envolver; A cada novo sorriso teu; Serei feliz por amar você. Só vivo pra você; Só canto pra você; Pra você. (Composição: Paula Fernandes e Zezé Di Camargo)

Fantástica a mensagem de amor dessa música da cantora Paula Fernandes no atual sentimento do país. Mais que pensar nas mortes da escola no Rio de Janeiro, devemos refletir nos motivos dessa tragédia. Não é apenas com mais segurança nas escolas que serão evitados atentados dessa natureza. Armas na escola não são novidade. O que precisamos é de mais educação, participação ativa dos pais, diálogo para saber o que se passa efetivamente na vida dos filhos.

Existem pessoas que sofrem caladas e sozinhas, semeando todos os dias a raiva e ódio dentro de si. Quando esse “vulcão” explode todos viram o resultado. O bullying, para nós gaúchos o famosos “corinho”, sempre existiu e vai existir. Agora um aviso: Não judia de ninguém, pois um dia pode sobrar pra você...