Se alguém ainda possui a curiosidade de entender como a vida pode ser muito dura e ao mesmo tempo solidária, basta olhar para o Haiti. Há exatamente pouco mais de uma semana, um terremoto de proporções destruti-vas nunca vistas, quase varreu da face da Terra o pequeno país. Não há pedra sobre pedra. O que existe é o mau cheiro da podridão dos milhares de mortos, impregnando um sentimento que demorará a sair da memória da humanidade. Como se não bastasse, o que há bastante por lá é o terror, a destruição de um povo, o medo de um novo tremor, o sofrimento dos que ficaram, os saques generalizados, os gritos dos que ainda lutam pela vida, que com o passar do tempo vão silenciando para ampliar a pilha dos mortos. Resumindo: são mortos e mais mortos. Macabro. Muito assustador. Mas a vida é assim, como já dizia o filósofo do mundo, para morrer basta estar vivo. Entretanto, nem tudo é pesadelo, sempre nasce uma luz no fim no túnel, mesmo que seja para tentar solucionar algo sem solução, eis que para tudo na vida se tem um jeito, menos para morte.Assim, para buscar ajudar aos que sobreviveram ao terremoto, nossa pátria amada irá destinar cerca de 35 milhões de reais. Dramático. Penso que a luz para os problemas do Haiti devesse vir da Inglaterra, dos EUA, até do Japão, menos de um país emergente como o nosso, que também enfrenta graves problemas causados pelo clima. De tudo, uma coisa é certa: os 35 milhões de reais do Brasil dentro da fatia de 575 milhões de dólares requisitada aos países pela ONU para ajudar ao Haiti, não é nada. Agora, 35 milhões de reais para ajudar o Sul do país, é um bom valor.
Uma homenagem à liberdade do pensar, do sonhar e do construir a partir de fragmentos da realidade. "in via ad uistitiam".
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Final dos tempos?
Todos sabemos que o mundo está mudando drasticamente. Tudo bem, afinal, com o amanhecer do século XXI, seja pela tecnologia ou pela velocidade da informação, os tempos realmente são outros, as pessoas são outras, o clima é diferente e o comportamento humano naturalmente também não é o mesmo. Assim, certamente nas conversas alguém irá pronunciar aquela famosa frase, "não fazem mais como antigamente". É verdade. Muitas coisas não são mais como eram. Logo ali, no tempo de seus avós, estavam se comunicando por cartas, ouvindo a novela no rádio e poucos tinham TV. Hoje, as crianças já têm o Playstation 3 e a chamada por vídeo no celular, dentre tantas outras modernidades.Caminhamos a passos largos para uma gigante mudança de valores, onde teremos guerras por água potável, no mínimo. Talvez dessas constatações óbvias seja que um jornalista americano teve a ideia de ficar um ano seguindo religiosamente os ensinamen-tos da Bíblia Sagrada. Em 2005, A.J. Jacobs, vivenciou (se conseguiu) a maior experiência antiga em tempos pós-modernos, pois ficou mais de 300 dias amando Deus sobre todas as coisas, não usando seu nome em vão, honrando o pai e mãe, não roubando, não desejando a mulher do próximo, não cobiçando as coisas dos outros, não mentindo e dentre outros tantos, não levantando falso testemunho. Então, façamos uma reflexão: será que estamos no rumo certo? Não, pois mentiras são aceitas, traição entre casais também, cobiçar a mulher do próximo nem se fala, a conversa só muda um pouco no roubar e matar. Hoje, ninguém liga para falsos testemunhos. Será o final dos tempos?
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Pense desde já
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Contra a fome
Que não nos chegue como uma surpresa a informação que esse final de ano não é só um "mar de rosas". Não falo nem do Natal, que virou uma festa do capitalismo selvagem, me refiro ao fato de que existem poucas coisas a serem realmente comemoradas na virada de 2010. Lógico que essa reflexão não atinge o sentimento pessoal de cada um, muito menos as vitórias individuais obtidas, eis que estamos a falar de uma das verdades do mundo que ninguém quer ver, ouvir ou mencionar.O drama é fome. Lembro, como se fosse hoje, o dia que o Presidente da República (Lula), lançou seu programa nacional Fome Zero. Pensei comigo, que homem de coragem, pois sabia que terminar com a fome é uma batalha diária, que se renova em cada amanhecer. Talvez por isso, é que hoje ainda batam em nossas portas pedindo um prato de comida. Talvez por isso, que ainda existe aquele homem de rua pedindo esmola para saciar sua fome. Talvez por isso, é que tenhamos que comemorar que para nós brasileiros, principalmente gaúchos, essas cenas são mais raras. Então, mesmo que para nós, essa realidade não seja tão dura, ainda assim, devemos nos conscientizar de que não devemos desperdiçar comida, temos que agradecer por obtê-la tão facilmente. Não podemos ficar cegos pela natureza egoísta do ser humano, pois basta olhar para o lado e ver que fome toca a alma de quem passa. Por isso, faço votos que em 2010 sejamos todos mais solidários e que possamos juntos, pelo menos um dia, lutar contra a fome.
Será um sonho?
Pela segunda vez na vida, penso que os marqueteiros de Lula ou ele próprio, "acertou na mosca". Sou obrigado a reconhecer as sábias palavras de um retirante nordestino com um conhecimento de mundo inigualável, porque o povo pobre e médio do Brasil realmente vive na merda. Claro que estamos na merda até mesmo pelas atitudes de alguns aliados do presidente, mas isso não vem ao caso agora. Nem vem ao caso também, que estamos no final do 2º mandato de Lula e ainda estamos afogados na merda. Afinal, o que é uma marolinha na merdinha? Tá certo que Lula no mesmo discurso reconheceu que havia falado um palavrão e que iria ser criticado por isso, quanto mais por ser ele o maior representante da democracia de uma nação emergente. Só espero que ele nos tire da merda o quanto antes, ou só a Dilma poderá nos resgatar? Ou será um sonho?
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